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Exposição: O Chão de Graciliano Ramos |
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"Deve-se escrever da mesma maneira como as lavadeiras lá de Alagoas fazem seu ofício. Elas começam com uma primeira lavada, molham a roupa suja na beira da lagoa ou do riacho, torcem o pano, molham-no novamente, voltam a torcer. Colocam o anil, ensaboam e torcem uma, duas vezes. Depois enxáguam, dão mais uma molhada, agora jogando a água com a mão. Batem o pano na laje ou na pedra limpa, e dão mais uma torcida e mais outra, torcem até não pingar do pano uma só gota. Somente depois de feito tudo isso é que elas dependuram a roupa lavada na corda ou no varal, para secar. Pois quem se mete a escrever devia fazer a mesma coisa".
"A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer.”
Com a ajuda de materiais secos e de aspecto rústico, como pedras, gravetos cordas e barro a cenografia retratou a “secura” do ambiente descrito na obra de Graciliano Ramos. Reprodução de fotos, documentos, edições estrangeiras, exibição do filme Vidas Secas e ensaio fotográfico de Tiago Santana davam uma mostra da obra.
Graciliano Ramos
SESC Pompéia - SP Fundação Pierre Chalito – Maceió – AL Centro Cultural Banco do Nordeste – Fortaleza - CE Fundação Joaquim Nabuco – Recife – PE
Curadoria - Audálio Dantas Criação, Produção e Montagem: Candotti Cenografia
Realização - SESC - SP Apoio - Governo do Estado de Alagoas Prefeitura Municipal de Palmeira dos Índios Museu Casa de Graciliano Ramos Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo - USP
www.graciliano.com.br
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